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O tabu do controle de natalidade no Brasil

Cassio

Vamos tratar de um assunto que representa verdadeiro tabu na sociedade brasileira: O controle de natalidade. Sabemos que atualmente a taxa de filhos por mulher no Brasil está caindo e podemos aceitar o valor de 2,2 filhos/ mulher. Entretanto, nas camadas mais pobres da população, essa taxa é bem maior ,o que mostra que pobreza, falta de educação e falta de métodos contraceptivos estão na raiz do problema de natalidade. E qualquer pessoa de inteligência mediana sabe que um crescimento desordenado da população, sem um controle e um planejamento, causam problemas gigantescos como falta de moradia, degradação do meio ambiente, aumento da criminalidade, exclusão social, distúrbios urbanos e por aí vai. Será coincidência que os países mais desenvolvidos do mundo têm taxas baixíssimas de natalidade?

Mas a pergunta que não quer calar é: Por que a sociedade brasileira, sabendo que um crescimento populacional traz problemas gravíssimos estruturais para o país, não toma uma providência no sentido de organizar os nascimentos? A resposta para essa pergunta é fácil: porque alguns setores da sociedade estão satisfeitos com esse volume gigantesco de natalidade, principalmente natalidade dos mais pobres e excluídos. E quais setores estão satisfeitos? Obviamente os donos de empresas e multinacionais e os mais ricos que usufruem sobremaneira dessa fartura de mão-de-obra com muitas pessoas para trabalharem. Mais uma vez apelo para a inteligência de todos para raciocinarem: se temos uma vaga para 500 trabalhadores o salário pode ir lá embaixo. Porém se temos 1 vaga para 1 trabalhador esse salário vai ter que ser discutido de igual para igual. O grande estelionatário Karl Marx, que passou sua vida escrevendo bobagens sobre o capital e a exploração dos operários, nunca apontou em seus livros essa constatação óbvia.

Por que não ensinou nos seus livros os trabalhadores a terem controle de suas proles e forçarem os patrões no futuro a pagarem salários dignos? E o salário é contingência de mercado, não depende de vontade de presidente ou sindicato. Depende apenas do óbvio: quanto mais trabalhadores disponíveis, menores os salários pagos pelos patrões e vice-versa. Não podemos exigir do empregador burguês que tenha compaixão e pague um salário melhor, pois também ele está inserido num sistema de lucros onde clemência e atos filantrópicos não podem prevalecer. Esse empregador burguês só pagará melhor quando sentir a falta de mão-de-obra em suas empresas e tiver que ceder nos seus lucros. É uma coisa que qualquer criança conclui.

Por tudo isso é que nós Integralistas defendemos o planejamento familiar consciente em todas as classes da sociedade. Organizando a educação, a saúde, o emprego e os meios de divulgação de meios contraceptivos é que vamos combater a desigualdade social e a criminalidade. Esse é o caminho.