EVENTOS
 

Uma breve Historia da
democracia moderna Brasileira.

Marcio Barroso

     

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

 

 

(Rui Barbosa)           

 
A democracia, principalmente a que eu vivenciei, ou seja, com o fim dos anos dourados da revolução militar 1964-1984 e da subseqüente nova republica, vive me surpreendendo a mim e a todos.

O primeiro a ser eleito, embora de forma indireta, Tancredo Neves teve total apoio popular, mesmo sendo um notório político parasita da pior espécie. Não chegou a assumir, pois foi bater nas portas do Inferno antes, e por motivos que talvez nunca consiga entender, foi enterrado com choradeiras e grande comoção popular mesmo sem nada ter feito de útil para esta nação, em toda sua existência.

No lugar dele caiu de pára-quedas José Sarney, talvez o exemplo mais clássico de político-parasita-camaleônico da nossa circense vida política. Foi um completo desastre e quando saiu todos diziam, pior que o Sarney não pode ter...

Depois, veio um Frankstein político, criado nos estúdios da Rede Globo, um ilustre desconhecido governador de Alagoas, que apareceu como o salvador da pátria. Foi o início da era do entreguismo, um verdadeiro genocídio das empresas nacionais... Seqüestro da poupança, mais uma vez rasgaram Constituição que desde que foi (mal) refeita pela múmia Ulisses Guimarães, num verdadeiro mercado de trocas e barganhas políticas capaz de fazer Rui Barbosa se retorcer no caixão.

Pouco depois, por motivos desconhecidos, suas criadoras a Rede Globo e a mídia marrom em geral arrancou-lhe poder, transformando o recém promovido “herói nacional” em o mais vil e corrupto político que já existiu, embora estranhamente até hoje nada tenha sido provado contra ele tanto que este foi absolvido em todas as acusações e atualmente está até voltando ao espaço político.

Mais uma vez, cai de pára-quedas outro ilustre desconhecido, Itamar Franco, mais conhecido como Devagar Franco... A única coisa que prosperou em seus mandatos foram os programas humorísticos. Conseguiu ser tão inoperante que passou quase despercebido...

A única coisa importante que fez (o que definitivamente não quer dizer que foi uma boa coisa) foi colocar no cenário político um tal de Fernando Henrique, ex comunista, ex-exilado... Um tipo que foi rotulado por seu próprio pai e tio como sem caráter e não confiável.

Daí todos falavam que nada poderá ser pior do que Collor e Itamar.

Aparece FHC. O liberalismo, entreguismo, servidão e traição à pátria chegaram a seu auge. Estatais que valiam ouro foram vendidas a preço de banana. As poucas empresas que sobreviveram ao holocausto Collor, iam à bancarrota, multinacionais lucravam como nunca, Bancos e agiotas batiam todos os recordes de lucros. Nosso país voltava ao tempo de Brasil Colônia, sem direito a Pedro II.

Num plano eleitoreiro, populista e totalmente ilusório, ele cria o Real, a mais irreal das moedas, plano que, por sinal, já tinha nascido desde os tempos de Collor. E como mágica, numa canetada só, equipara o “Real” ao dólar e todos os idiotas bradam: “Chegou o salvador da Pátria”.

Este estratagema, maquiavélico e simplista, fez com que o Brasil vivesse mais 4 anos. Nesse tempo, o conto de fadas do Real já se transformara em abóbora. Mas, o plano de destruição do Brasil estava praticamente completo, praticamente sobrevivido apenas (não por falta de empenho de FHC) a Petrobrás.

Depois o povo brasileiro, (em especial os jovens que tiveram lavagem cerebral socialista durante toda sua vida escolar, dos votos dos analfabetos, do despreparo político para a democracia) chega à brilhante conclusão de que o problema era que todos os demais presidentes eram pessoas cultas e com razoável preparo. Eureca! Assim como na piada dos cientistas que cortam a perna da aranha para chegarem à conclusão que ela fica surda. O povo conclui que a salvação do Brasil é colocar pessoa inapta, inculta, beócia e despreparada para o mais importante cargo da nação Brasil. Este nome já era conhecido há vários anos - Luis Inácio da Silva, vulgarmente cognominado Lula.

Num paralelo quase cômico seria o mesmo que uma pessoa, após ser mal sucedida numa cirurgia, chegasse à conclusão que a melhor forma de resolver sua enfermidade seria pedir auxílio ao curandeiro da esquina.

Lula, em poucos meses, conseguiu o que poucos canalhas conseguiram em toda uma vida. Traiu seu ideal, os companheiros de partido, sua mensagem que pregou por toda sua vida ociosa e ao próprio país, mostrando apenas que era uma variante piorada de FHC. Agora o Brasil ruma à deriva, sempre submisso aos interesses dos agiotas do FMI (que Lula outrora tanto combateu).

O que resta ao povo Brasileiro? Desemprego bate todos os recordes, inclusive, um recorde negativo inédito, o desemprego de pessoas com terceiro grau. As dívidas interna e externa batem todos os recordes. Elogios? Só dos agiotas do FMI.

Os guerrilheiros terroristas do MST invadem propriedades privadas estuprando a Constituição, e o próximo passo será a invasão de residências, saques e guerra civil. É a destruição do Estado de Direito.
Estejamos alertas, pois os inimigos de Deus, da Pátria, da Família e da Liberdade ameaçam novamente, como em 1935, 1964 e 1968. Só nos resta rezar para que os heróicos Homens de Verde Oliva salvem novamente a nação.