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Ditador cubano diz que “falar da fortuna de Castro é infâmia”

18.03, 16h39

"Uma vez mais eles cometeram a infâmia de falar da fortuna de Castro", afirmou o ditador cubano Fidel Castro. Ele não gostou de ver seu nome incluído na lista dos mais ricos do mundo deste ano, divulgada pela revista Forbes.

De acordo com a reportagem, os indicadores econômicos e sociais do país comandado por Fidel Castro comprovam que Cuba não pára de empobrecer desde 1959, quando a revolução comunista co-liderada por Che Guevara tomou o poder. Apesar disso, a fortuna pessoal do ditador cresce de forma diametralmente oposta.

A revista ainda afirma que Fidel teria acumulado dinheiro a partir de “uma rede de negócios pertencentes ao Estado”. Entre esses negócios estariam o Palácio de Convenções, um centro de eventos próximo a Havana; o conglomerado do setor de varejo Cimex; e o Medicuba, que vende vacinas e outros produtos farmacêuticos produzidos no país.

"Eles pensam que eu sou Mobutu (ex-presidente do Zaire), ou um desses milionários, um daqueles ladrões ou saqueadores protegidos e amamentados pelo império?", afirmou o comunista. A Forbes diz que Fidel viaja exclusivamente em comboios de carros Mercedes-Benz. Além disso, teria recebido US$ 50 milhões em 1993 por ter vendido a fabricante estatal de rum Havana Club para a gigante francesa Pernod Ricard.