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INTEGRALISMO E ECOLOGIA

CÁSSIO GUILHERME

No nosso trabalho doutrinário atual de formação de cidadãos integralistas para o Séc XXI não estamos de forma alguma almejando um novo Integralismo, nem tampouco modificando drasticamente as bases integralistas. E nunca tivemos essa pretensão. Estamos tão somente interessados em adequar problemas oriundos do nosso tempo ao modo de filosofia integralista. E, sem dúvida, um desses problemas atuais que não estavam inseridos no contexto da década de 30 é o problema da preservação do meio ambiente e dos recursos naturais. O integralista moderno precisa avaliar sua atuação frente a esse novo “ paradigma ecológico”. E é bem verdade que já na década de 30 os integralistas lançavam o manifesto: “ Vamos preservar a Amazônia e seus recursos”, antevendo o mal que viria.

Nos últimos 50 anos a degradação dos recursos ambientais se tornou avassaladora e colossal. Estima-se que mais de 150 espécies animais e vegetais foram sumariamente extintas nesse período. A destruição florestal por sua vez é incomensurável. O crescimento populacional infrene tem destruído mananciais de água potável, fato que em 20 anos poderá trazer a sede e a fome a mais de 100 milhões de seres humanos no planeta. No caso do Brasil, a situação parece mais dramática nesses últimos anos. Só a título de exemplo, vamos citar um dado estatístico da UFF ( Universidade Federal Fluminense) de 1992 que afirmava que a Baía de Guanabara recebia por dia UM MARACANÃ de esgoto “ in natura” despejados. A Amazônia em 30 anos teve um território do tamanho da França de florestas transformado em pastagens, com prejuízos gigantescos para o equilíbrio do ecosistema. Dados da Organização Mundial de Saúde apontam que no mundo mais de 10 milhões de pessoas morrem a cada 5 anos por problemas de saneamento básico.

Analisando essa situação caótica e apocalíptica precisamos, como guardiães atuais da doutrina de formação integralista, avaliar e apresentar propostas de soluções desses problemas ambientais. Não há como fugir dessa nova realidade. A formação espiritual e nacionalista do novo Homem Integral precisa conter em sua estrutura doutrinária esse esboço acerca do momento ecológico e das conseqüências a curto e médio prazos dessa agressão constante aos ecosistemas. Integralismo atual e Ecologia devem ser assuntos inseparáveis.