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Mecenas do Brasil

     Qualquer pessoa que tenha tido uma instrução básica de história mundial já ouviu o termo "Mecena". Tal designação era atribuída àqueles que, durante o Renascimento, financiavam artistas a fim de promover o própio nome e agradar a população local. Graças a tais colaboradores, a humanidade pode se beneficiar de muitas obras.

     Seria de bom grado, portanto, que ressurgissem hoje os Mecenas. É o que acredito ter acontecido no Brasil. Devo ressaltar porém, para aqueles que já comemoravam, que o reaparecimento desses "investidores" em terras tupiniquins não é um fato a se exaltar.

     O povo brasileiro vive hoje numa situação de omissão do estado e de seus orgãos, principalmente os que são responsáveis pela manutenção da ordem pública. A violência nas favelas e o poder paralelo são o pano de fundo perfeito para que os traficantes, quer dizer, os Mecenas do Séc. XXI exerçam sua influência e escrevam o seus nomes na já infeliz História do Brasil. Isso mesmo, é aos traficantes que me refiro. Através de músicas que eles mesmos encomendam para "artistas" locais, os líderes do crime organizado fazem uma média com a comunidade e divulgam o seu nome e o de suas facções. Na maioria dos casos o Funk e o Rap são os instrumentos dos criminosos. Não poderia se esperar outra coisa vindo deles, sendo esses ritmos extremamente compatíveis com a subversão oriunda das favelas.

      Lendo uma matéria jornalística pude constatar o fato. Era relatado que em uma determinada favela do Rio de Janeiro (pra variar) o traficante da área mandou um MC compor um Funk em sua homenagem. Na composição eram feitas claras referências às ações ilegais proferidas pelo bandido. Já não bastasse a usurpação aos nossos direitos como cidadãos honestos, ainda temos de ouvir os delinqüentes se vangloriando dos crimes cometidos. Do jeito que andam as coisas, eu não me espantaria em ver tal música ser apresentada no programa do "Leão" como a mais nova sensação da música popular brasileira ! Isso sem contar a figura flatulenta do Gilberto Barros e o seu programa não menos desprezível, o "Sabadaço". Argh...

      Chego a acreditar que a culpa por termos chegado em tal nível de imoralidade também deve ser atribuída à sociedade, já que quando são propostas medidas de maior impacto, tais como uma presença mais forte do Estado na vida das pessoas, estas são julgadas muito radicais, fascitas, opressoras. Então, os liberais se aproveitam do momento para fazer seus discursos demagógicos e mais uma vez iludem o povo com seu oportunismo barato. Este ciclo se repete até que aja uma ruptura no sistema, acarretando normalmente uma revolução. Por exemplo: após o meu relato anterior a respeito dos Mecenas Brasileiros, se fosse proposta a volta da censura, logo a mídia escracharia a manifestação e o povo não exitaria em apoiá-la. A razão mais uma vez seria relegada a um segundo plano deixando espaço para os histéricos de plantão.

      Fiz essa comparação com a finalidade de abrir a mente do ilustre leitor para as soluções da chamada terceira via, não alinhada com o falido comunismo nem com o liberalismo entreguista. Esta alternativa deve ser vista como defensora dos interesses da nação, independente dos meios apresentados para esse fim. Aproveitando-me novamente do uso de um termo medieval, apoiemos o nacionalismo insurgente para sairmos da Idade das Trevas.