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NACIONALISMO ESPIRITUALISTA

* José de Freitas Neules.

     Há mais de 150 anos – precisamente em 1848, um dos maiores inimigos do gênero humano de todos os tempos, Karl Marx, conclamou os “proletários” de todo o mundo a se unirem para formar um exército que permitiria a um bando de aventureiros sem entranhas alcançar o poder Maximo, tornando-se os verdadeiros Donos do Mundo. Assim esse grupo de apátridas, já que detinha a maior parte do dinheiro e demais valores das nações, formando a Internacional Dourada com sua mão direita, organizou com a mão esquerda a Internacional Vermelha, arregimentando os justíssimos ressentimentos dos milhões de desposuídos. Desde então esses dois braços gigantescos e poderosos (a Internacional Vermelha e a Dourada) se tornaram uma tenaz, apertando todo o globo entre suas garras.

     Hoje a Terra dá sinais claros de esgotamento diante da pressão formidável dessa tenaz. Sua ação teve o poder de senão destruir, pelo menos neutralizar todos os efeitos do nacionalismo - isto é, as características próprias de cada povo que lhe dão seu encanto e personalidade peculiares, para reduzi-los e uma uniformidade chata, neurótica e impessoal. É o verdadeiro Mundialismo o fruto do internacionalismo comunista e do globalismo neoliberal, as duas faces da mesma moeda.

     Este processo começou pela integração econômica, o padrão ouro, o dólar como moeda mundial, etc. para os bons observadores ele se patenteou já no famoso “Crack” de 1929 da Bolsa de Wall Street, quando todas ou quase todas as economias do mundo se ressentiram. Pois é o caso de se perguntar: que tem que ver os cafeicultores do Brasil, os metalúrgicos da Alemanha e os vinhateiros da Grécia com acesso de histeria coletiva em New York? Nada? Tudo! Prova é que a miséria se generalizou. Provando a unidade econômica do mundo. E o pior é que todo esse processo se traduz num encarecimento da vida: que pode ser lento ou quase imperceptível como nos países “desenvolvidos” ou rápido e até explosivo nas economias inflacionadas. Mas é sempre inexorável. Haja vista a implantação do “Real” em 1994: a transformação dos salários de cruzeiros em reais diante da mesma transformação dos pedaços significaria uma inflação (se os técnicos tivessem se atrevido a medi-la) absolutamente fantástica.

     E para quem acha a integração do mundo na economia ruim, há algo muito pior: a integração política. Tentada já em 1919 com a Liga das Nações, ela recebeu incremento total após 1945 com a ONU. Um parêntesis oportuno: em principio a idéia de um organismo superestatal com poderes de “vigilância e regulamentação” pode parecer até interessante. Mas quais são seus frutos? Ingerência indevida na vida particular dos países em favor do grupelho apátridas superpoderosos, os Donos do Mundo, é só o começo.

     Hoje em dia o controle político e mundial já é tão evidente quanto econômico. Quando uma política de genocídio é aplicada com impassibilidade cientifica contra o Iraque desde 1991; quando em plena Europa, o continente mais civilizado e com as personalidades nacionais mais definidas o mesmo tenta contra a Sérvia, ex-Yuguslávia.

     E o fato de que toda essa “estratégia” tenha como executantes os pilotos da USAF – profissionais frios que para se eximirem de qualquer resquício de consciência mascam chicletes de maconha e cocaína enquanto despejam suas bombas sobre aldeias e cidades – prova apenas que os superpoderosos Donos do Mundo tem no povo ianque seus subordinados mais dóceis.

     Como escapar ao estrangulamento final pelas tenazes dos Donos do Mundo? A única força que resta e que eles não podem dominar é o Espírito, onde se resguarda o valor intrínseco de cada Nacionalidade. Espírito de Identidade Nacional: eis as armas que podem arrebentar as garras aduncas do Imperialismo Vermelho e do Dourado e trazer ao mundo a paz e a harmonia há tanto tempo perdidas.

     E para concretizar não falta inspiração, pois neste mesmo século XX que ora termina, existiram milhares de vultos augustos que traçaram o caminho da regeneração nacional via espiritualismo. São eles aqueles Nomes Imortais que após deixarem sua marca entre nós retiram-se o outro lado da vida, onde bem próximos de Deus permanecem (na linda expressão do Poeta espanhol) “De sentinela às estrelas”.

     Plínio Salgado; José Antonio Primo de Rivera; Corneliu Codreanu; Leon Degrelle; etc, etc...

Jornalista e Integralista, artigo do Jornal Ombro a Ombro.