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A MANOBRA DO LEGALISMO

Cássio Guilherme

Um dos maiores teóricos do Estudo do Direito, Hans Kelsen, ensinava que o legalismo devia estar embasado sobretudo nos princípios morais e éticos que deveriam reger o bom convívio entre as pessoas numa sociedade. Não é o que temos visto no mundo globalizado de hoje, sobretudo no Brasil. O princípio jurídico que deveria governar as leis no mundo jurídico sofreu uma pequena alteração de entendimento: a lei atualmente é que governa o princípio, e pior do que isso, a lei “ cria” novos princípios do nada. Senão vejamos: o princípio da legítima defesa é consagrado mundialmente em todos os códigos e ordenamentos jurídicos do mundo, tendo sido amplamente discutido e equacionado com os cidadãos dos países democráticos. Eis que no Brasil, após algumas discussões no Congresso e pressões de organizações alienígenas, amplamente financiadas pelo capital estrangeiro, a Lei do Desarmamento simplesmente desconsiderou esse princípio e anulou o direito de defesa do cidadão contemplado na Constituição. A Lei pode alterar o princípio? A coisa é tão escandalosa, que se de um dia para o outro, o Congresso resolver publicar uma lei que proíbe o uso de calça jeans pelo cidadão, é plenamente possível. Basta a maioria de parlamentares exigida votar a lei e todos os cidadãos são obrigados a esquecerem um hábito de 150 anos, apenas porque os Deputados, em sua maioria financiados por interesses escusos, quiseram. O que é isso? O império da Lei?

O interessante dessa história absurda é que há tempos atrás, para se modificar radicalmente a estrutura de uma sociedade, era necessário revoluções, gastos exorbitantes com propaganda, estruturas acadêmicas e um volume gigantesco de esforços para provocar as alterações. Hoje, principalmente o Grande Capital Internacional que a tudo comanda, precisa de apenas uma coisa: montar uma ONG, gastar algum dinheiro com uma base de Deputados no Congresso e pronto; uma lei aprovada modifica o que eles quiserem; desde aprovar o aborto, até destruírem empresas nacionais; desde aprovarem o canibalismo ou o zoofilismo até proibirem mascar chicletes. É o império das leis acima de qualquer valoração moral ou ética, ou mesmo histórica. A sociedade anestesiada pela mídia corrupta, a serviço do banqueirismo mundial, não acredita nessa engenharia do absurdo jurídico e não se mobiliza para impedir essas aberrações. E essa tática maligna serve mesmo para angariar recursos para essas organizações subversivas. Há dois dias o Padre Lodi de Goiânia foi condenado por um juiz a pagar indenização a uma “ militante feminista” apenas porque a chamou de abortista. O juiz proibiu o uso do termo abortista pelo padre, ou seja, o juiz acha que sua determinação pode tudo, inclusive agredir os princípios morais de uma pessoa e sua crença pessoal. É proibido pensar, agir ou falar se não for o “ politicamente correto” das organizações esquerdistas internacionais. Realmente, só podemos pedir ajuda a Deus todo-poderoso contra esses crápulas.