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O ENSINO MANIPULADO

Cássio Guilherme

Vamos analisar nesse artigo a estrutura pedagógica e acadêmica do ensino nas instituições educacionais do Brasil. Há anos todos sabemos do caos em que vivem as escolas e universidades brasileiras, sem verbas, sem professores e sem estrutura física adequada. A qualidade do ensino brasileiro só ganha de 2 países, segundo estudos da ONU-2003, Nigéria e Zimbabwe. Uma vergonha para um país transcontinental como o Brasil e principalmente porque todos somos consensuais quanto à necessidade premente de desenvolvimento intelectual para se alcançar o desenvolvimento sociológico e econômico. Mas nosso objetivo principal aqui não será criticarmos especificamente a qualidade do ensino no Brasil; essas críticas são feitas diariamente pelos mais variados segmentos da sociedade organizada. Nosso objetivo com esse artigo será tão somente avaliarmos o que é ensinado e por que é ensinado. Vamos provar que a despeito da tragédia que abate a qualidade de ensino existem interesses bem arquitetados de se ensinar às pessoas apenas o que diz respeito às classes dominantes ou à mente doentia e covarde das esquerdas marxistas.

É público e notório que na maioria das escolas e universidades do país, quer sejam públicas ou privadas, existe uma cartilha de assuntos que devem ser tratados e outros que são proibidos. Por exemplo, no caso dos livros de História que são adotados, sempre observamos o grande alarde feito sobre as Revoluções Proletárias Marxistas, as Marchas de Mao Tse Tung, a grandiosa Coluna Prestes e seus feitos, as fotos de trabalhadores empunhando bandeiras na Revolução Russa e a exaltação de figuras traidoras como Olga Benário e Rosa Luxemburgo. Nada, absolutamente nada, é falado sobre o que foi a Ação Integralista Brasileira, sua grandeza doutrinária, sua mobilização nacional. Quando se fala é de maneira pejorativa e agressiva, como se o Integralismo fosse criminoso. Também não se fala sobre as revoltas indígenas contra o colonialismo e muito menos sobre quem eram as classes dirigentes mercadoras de escravos durante 400 anos. O jogo engessado do doutrinamento esquerdista através dos livros didáticos e dos currículos pedagógicos procuram esconder ou mascarar os fatos e as verdades, reescrevendo a História de forma inescrupulosa, mentirosa e covarde. Por que isso? Será que o que aprendemos durante anos nas nossas vidas representou apenas o exercício sórdido de determinados grupos da sociedade? Onde devemos buscar a verdade? Somos realmente livres para pensar e questionar nossa realidade?

Outro fato lamentável que acomete o ensino brasileiro é a sobrevalorização do alienígena em detrimento do nacional. É possível fazer um curso de Direito de 5 anos no Brasil sem nunca o estudante ouvir falar de Rui Barbosa, o grande jurista. Na hora de se estudar Física, Biologia e Ciências Exatas os nomes são pomposos de Europeus como Newton, Einstein, Euler, Gauss, Darwin, mas nunca sabemos o que representaram para as ciências nomes como Santos Dumont, César Lattes, Virgílio Lemos, Carlos Chagas, Vital Brasil, José Leite Lopes e muitos outros. No caso das Ciências Humanas a coisa é mais tragicômica. Em todos os livros de Filosofia e Sociologia somos obrigados a estudar um capítulo sobre o marxismo e suas sandices, mas nunca sequer tomamos consciência das Letras de Farias Brito, Tobias Barreto, Miguel Reale( este talvez por ter sido líder integralista), Santiago Dantas, Gustavo Barroso( outro líder integralista escorchado pela mídia), Tasso da Silveira. Quando muito alguns autores esquerdistas aparecem, como Darci Ribeiro ou Florestan Fernandes, isoladamente, mais exaltados por suas escolhas esquerdistas do que por conteúdos acadêmicos. Isso sem dúvida reflete a “ Síndrome do Caboclo”, que condena e sempre condenará o brasileiro a reconhecer sua inferioridade em relação ao europeu, numa escravidão de princípios abjeta.

Até mesmo no caso das críticas manipuladas tendenciosamente contra o Integralismo, de ser o “ Nazismo Tupiniquim”, encontramos a verve de inferioridade imposta ao nosso povo pelos dominadores burgueses e marxistas, “intelectuais de araque”. Sabemos que não há semelhança programática e doutrinária alguma entre integralistas e nazistas; mas apenas o fato dos integralistas usarem uniformes e saudações foi suficiente para que os doentes psicóticos marxistas tachassem, de forma torpe e leviana, os integralistas de nazistas. Entretanto, vejam a “ Síndrome do Caboclo” até mesmo nessa manobra satânica marxista: o Integralismo foi criado com o Manifesto de Outubro em 1932 e o Nazismo assumiu suas feições em 1933. Se tal comparação absurda existisse, por que não os alemães terem sido acusados de criar um “ Integralismo Chucrute”, por exemplo? Não, nós sempre é que copiamos as coisas, nunca temos competência para estruturar nada, não devemos nunca lembrar de nossas origens caboclas e indígenas. Essas são as afirmações perversas do Liberalismo e do Esquerdismo Marxista que dominam o Brasil e que se dizem contra o racismo. E fica a pergunta: até quando seremos manipulados dessa forma?