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O MITO ESQUERDISTA

CÁSSIO GUILHERME

No cenário político internacional aprendemos a distinguir 2 correntes ideológicas que ninguém sabe qual análise acadêmica determinou: a corrente ideológica da “direita” e a corrente ideológica da “esquerda”. Criou-se na mente das pessoas um maniqueísmo abstrato que rapidamente define as 2 correntes; ser dito “de direita” é como se a pessoa afirmasse ser a favor dos ricos, dos opulentos, dos fortes, do latifúndio e de todo tipo de sentimento ou noção reacionária. Ser dito “de esquerda” significa que a pessoa é democrática, revolucionária, amante da natureza, defensora dos fracos e oprimidos e progressista. É como se, espiritualmente, o bem fosse de esquerda e o mal fosse de direita.

Politicamente associou-se á direita os movimentos fascistas, nazistas, nacionalistas, liberais reacionários e mais recentemente até os movimentos religiosos conservadores. Por outro lado, à esquerda estão os movimentos socialistas, internacionalistas, liberais sociais, movimentos religiosos agnósticos, movimentos anarquistas e homossexuais. A pergunta que não quer calar é a seguinte: Quem criou essa divisão e a quem interessa tal chancela ideológica?

Vamos agora comprovar a tese de que interesses escusos edificaram o “Mito Esquerdista”, não com intenções ideológicas, mas sobretudo intenções políticas e econômicas. É surpreendente que o comunismo, a idéia mais bestial da História da humanidade, responsável pelo massacre insano de mais de 100 milhões de seres humanos, seja classificado de movimento de esquerda e automaticamente livrado dos seus crimes atrozes.

Quem ousar questionar esse mito é imediatamente acusado de ser fascista ou nazista. Ou seja, o jogo sujo do comunismo e do liberalismo entreguista criou uma estratégica para avançar suas idéias abjetas: Demonizou um conceito (o conceito de direita), e a partir dessa premissa manda para o “fogo da inquisição moderno” aquelas pessoas que ousam questionar os absurdos das idéias marxistas- comunistas e liberais- monetaristas. Por exemplo o carrasco Fidel Castro, ditador sanguinário que cala a boca de várias gerações de jornalistas e religiosos com o poder do fuzil, pelo fato de se simpático ao comunismo e as teses Marxistas, é cultuado e perdoado por seus crimes.

Por que a ONU, tão zelosa pelos “ direitos Humanos”, não condena esse assassino e manda prendê-lo pelos crimes? Esse fato levanta uma noção preocupante para a humanidade: não importa qual o crime ou a atrocidade cometidos, o que importa é a corrente doutrinária que cometeu o crime.

No caso do Brasil, mais uma vez, a situação se configura surrealista e hilariante. A suástica do nazismo foi proibida veementemente, por causa dos milhões de seres humanos brutalizados, entretanto a foice e o martelo, simbólicos de uma idéia que aniquilou o triplo de pessoas ao nazismo, tremula em bandeiras e até aparece triunfante em horário político. Os crimes do nazismo (supostamente “de direita”) são diferentes dos crimes do comunismo (supostamente “de esquerda”)? E o mais interessante desse engessamento crítico é o fato de que mesmo quando correntes de esquerda assumem o poder e são obrigadas a mostrar sua incompetência administrativa, e começam a beneficiar os grandes poderes econômicos, são tachadas de “esquerda convertida à direita”, ou seja, o esquerdismo é antes de tudo um mito, um ideal imaculado, uma referência do bem.

A eterna ladainha da perseguição das elites se transformou numa cartilha e um escudo ao mesmo tempo das hordas esquerdistas. Numa sociedade totalmente desprovida de senso crítico e do ímpeto questionador, táticas como essa do “mito esquerdista” são adequadas e servem aos interesses não do povo oprimido que dizem proteger, mas justamente das elites que ensandecidas em permanecerem no poder, pulam dos galhos direitistas e esquerdistas, passando pelo centro sem pudor ou traumas ideológicos. Basta ver a realidade nacional que concluiremos os fatos apresentados. Só falta mesmo as esquerdas se tornarem um ritual religioso!!!