O GRANDE ERRO DOS MILITARES BRASILEIROS:

 

                                         CÁSSIO GUILHERME, PRESIDENTE DO MIL-B, EX-MILITAR

 

 

                   È preciso, no Momento Histórico em que vivemos, início do Séc XXI, analisarmos com profundidade determinados fatos para que possamos realmente entender de forma precisa os acontecimentos. O Brasil desse fim de 2006 e início de 2007 é governado por um Presidente de Esquerda, de formação marxista; o Presidente da Câmara dos Deputados é comunista; a maioria dos altos cargos da Nação pertencem aos partidos de esquerda ou aos partidos liberais como o PSDB, PMDB, PFL e criou-se na mente rasteira do cidadão brasileiro a idéia de que os esquerdistas são “ estatizantes” e os liberais são “ amantes do mercado”. Por conseguinte, essa esquerda constituída está em permanente confronto com a direita liberal, num maniqueísmo aparentemente fácil de se compreender. Entretanto, essa dicotomia a princípio linear, não resiste a uma análise mais séria dos fatos, visto que por trás desses partidos de “ direita” ( PSDB, PFL, PMDB, PL) e por trás dos partidos de “ esquerda” ( PT, PCB, PSTU, PC do B, PCO) uma coisa permanece intocável: O LUCRO EXORBITANTE DOS BANQUEIROS INTERNACIONALISTAS E O PAGAMENTO FIEL DA DÍVIDA BRASILEIRA. Nenhum desses partidos ousa criticar o lucro fenomenal e colossal das Casas Bancárias instaladas no país, e isso realmente é um mistério. Somando-se apenas o montante de juros  pagos durante o governo de “ direita” do senhor Fernando Henrique e durante o governo de “ esquerda” do senhor Lula, teremos a cifra galaxial ( termo que tive que criar, pois não há na língua portuguesa palavra adequada para expressar o tamanho desse absurdo) de 8 trilhões de dólares, só em juros.

                   Outra coisa que foi comum aos dois governos, um de “ direita” e outro de “esquerda”, foi o desmonte de nossas Forças Armadas. Visivelmente, o sucateamento do Exército é claro: meio-expediente nos quartéis, redução de 30% nos gastos militares, extinção da indústria bélica nacional, venda de quartéis e áreas militares à iniciativa privada, falta de apoio à Biblioteca do Exército, redução de gastos do Projeto Calha Norte, isso sem falar nos equipamentos bélicos com média de 45 anos de uso. Na Aeronáutica, a mesma coisa:  permanência de aviões que saíram de linha em outros países há mais de 20 anos, radares obsoletos, controladores de vôo em greve, desastres de aviões, falta de reposição de peças e redução no efetivo. Na Marinha, mesma coisa: navios com mais de 60 anos de uso ( como o Porta-Aviões Minas Gerais), redução do efetivo da Armada, submarinos que não saem das docas por obsolescência, fim da Guarda Costeira e outros. Mas a pergunta que fica é a seguinte: Os militares “estiveram no Poder” por 20 anos, como puderam permitir essa catástrofe por parte desses aventureiros comunistas e liberais?? A resposta parece complexa, mas é simples de se entender.

                   Como é fato conhecido, as Escolas de Formação Militares no Brasil são de altíssima excelência. O ITA, Instituto Tecnológico de Aeronáutica e o IME, Instituto Militar de Engenharia, são as melhores escolas de Engenharia do País, e seguramente entre as 10 melhores do mundo. Engenheiros dessas duas escolas criaram projetos inesquecíveis para a tecnologia nacional, como o primeiro motor de combustão nacional, os protótipos de túneis de arrasto, o sistema Astrus de mísseis balísticos, o caça AMX ( em parceria com os italianos), o lendário tanque Osório, que venceu todas as concorrências internacionais, os tanques de transporte rápido Cascavel e Urutu, o lendário avião  EMB-120 Brasília, o Tucano avião de treinamento, a ultracentrifugação do urânio, o Projeto do míssil anti-radiação MAR-1 ( em São José dos Campos), o projeto de Veículos Lançadores de Satélites ( VLS) e muitos outros projetos. Além disso, uma nata da intelectualidade brasileira é formada nas Academias Militares, na AMAN, na Escola Naval e na AFA.  Como essa elite intelectual militar se deixou deteriorar de tal forma a permitir que ex-guerrilheiros comunistas recebam indenizações de mais de 1 milhão de reais, enquanto as Forças Armadas observam sua auto-destruição, sem um questionamento mais ferrenho da situação?? A pergunta será respondida se analisarmos os fatos em 1964.        

                   O Brasil em 1964 era uma Nação dividida. De um lado os conservadores da UDN e do PSD, as Frentes Patrióticas, os governadores Magalhães Pinto, Carlos Larcerda e Adhemar de Barros ( MG, RJ e SP); de outro, as Ligas Camponesas de Francisco Julião, o governador Leonel Brizola, os Movimentos Comunistas e a tropa do Presidente João Goulart. Essas faccções, “aparentemente” opostas, começaram a travar um debate ideológico e político que começou a ameaçar as instituições democráticas brasileiras. Os militares, com a ordem dos EUA, planejaram uma tomada do poder para pacificar esses embates, antes que algo mais grave, como uma guerra civil, acontecesse. Aí está o primeiro grande erro dos militares: acreditando que os americanos patrocinavam Movimentos de Resistência ao Golpe Comunista na América Latina, implantaram uma ditadura, completamente orquestrada pelos americanos. Infelizmente, os militares se esqueceram de que Capitalismo Burguês e Comunismo são a mesma coisa, um a imagem de espelho do outro,. Ao mesmo tempo que as Forças Americanas se organizavam para combater o Comunismo, os comunistas se organizavam para combater o Capitalismo Burguês. E quem estava por trás financiando os dois?? O Ouro dos Rotschild, dos Rockfeller, dos Warburg, do Grupo Bilderberg e a Casa dos Morgan, que são os que realmente ganham trilhões com a venda de armas e munições, não importando a vertente ideológica ou a perda de vidas humanas. Os militares, inocentemente, pensavam combater o Comunismo com a ajuda americana, mas se esqueceram de que os americanos são tão escravos quanto os brasileiros do Ouro maldito dos Rockfeller e do Poder das Casas Bancárias Internacionais. Aí o primeiro grande erro. O segundo grande erro: os militares estiveram 20 anos no poder da Nação. Sem dúvida, do ponto de vista técnico, foi um dos períodos de maior avanço econômico e social da História do Brasil. Quem não se recorda das grandes obras implementadas, ITAIPU, TRANZAMAZÔNICA,  FURNAS, ENGESA, BNH, MOBRAL, UNIVERSIDADES FEDERAIS. Entretanto, no plano ideológico e cívico os militares não souberam avançar eficientemente. Ao invés de implantarem células nacionalistas, grupos de estudos cívicos em escolas, Universidades, Sindicatos, Organizações de Classe e Sociedades Organizadas, os militares se resumiram ideologicamente a seguir as regras americanas de combate ao ‘ Comunismo” e perseguição e prisão de subversivos.  Resultado: nas escolas, nas Universidades, nos sindicatos, nas Organizações de Classe e nas Sociedades Organizadas, os comunistas se espalharam, começaram a doutrinação em massa e ficaram com o rótulo de “ Heróis perseguidos pelos tiranos fascistas militares”. Esse o segundo grande erro dos militares. Isso sem mencionar o grande desastre nacional: a indicação de traidores da Pátria como Roberto Campos, Otávio Bulhões e Delfim Neto para ministros do Governo Militar, homens alinhados com os interesses bancários internacionais e não com as necessidades nacionalistas do povo brasileiro.

                   Por fim, os fatos narrados acima demonstram que os militares têm uma capacidade extraordinária de entendimento técnico dos problemas da Nação, mas infelizmente, não têm a compreensão ideológica necessária para sintetizar a realidade nacional e os problemas sociais e políticos do Brasil. Como “ Última Reserva Moral da Nação” e esperança dos cidadãos de bem que não querem mais ser escravos do Comunismo Assassino que trucidou 100 milhões de seres humanos no mundo, e nem do Capitalismo Burguês que igualmente assassina milhões com sua política de “ lucro a qualquer custo”, as Forças Armadas devem imediatamente cumprir seu papel constitucional e livrar-nos do mal, antes que seja tarde. E nunca é demais lembrar: as ideologias Capitalistas e Comunistas trabalham para os Grandes Banqueiros e Financistas Internacionais, ambas são co-irmãs e não antagônicas como muitos erroneamente acreditam. Entender esse erro de entendimento é fundamental para os destinos do Brasil.