dd

O QUE DIRIA O DUQUE DE CAXIAS??

CÁSSIO GUILHERME, PRESIDENTE DO MOVIMENTO INTEGRALISTA E LINEARISTA BRASILEIRO, MIL-B

“ Era olímpico na integridade de seu caráter e na inteireza de sua brasilidade. Jamais descera da altura a que o merecimento e o destino o elevaram. Condestável da Monarquia, espada do Império, sustentáculo da Ordem dentro do Brasil...” In Caxias, Gustavo Barroso, 1936-1953.

 

Dia 27 de agosto de 2008. Essa data vai marcar a vida dos brasileiros de agora em diante. No auditório do Supremo Tribunal Federal em Brasília, ante os olhos atentos de aproximadamente 200 pessoas presentes fisicamente, e os olhos de milhões de brasileiros presentes em espírito,   a pauta de votação da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Enganam-se aqueles que pensavam que apenas uma demarcação territorial estava em jogo naquele momento; de fato, a Soberania do Brasil é que estava realmente em votação. E eis que resolvemos exercitar uma metáfora de fantasia ( infelizmente)  que será útil para compreendermos um pouco da alma sofrida do povo brasileiro e da nossa própria História como Nação. Por um dia apenas, como concessão divina, eis que aparece no plenário do STF, como milagre, ninguém mais do que o Duque de Caxias, o símbolo da Unidade Nacional, o Grande Pacificador e o Grande Militar, para presenciar esse momento crucial da vida brasileira. Vamos trabalhar com essa inferência  mágica magistral.

Ao descer as escadarias do STF o Duque de Caxias estava garbosamente vestido, como sempre o fez, inclusive nas inúmeras batalhas que participou. Alguns poucos aplaudiram com entusiasmo a grande figura nacional; alguns alunos desmiolados comunistas da UNE, pagos pelo Grande Capital Internacional para trabalhares de claque de medíocres, gritavam: “ velho gagá, agente do imperialismo”!! Os índios que lá estavam, sem conhecer a figura direito, ficaram calados. Os Ministros do Supremo, achando-se superiores àquele féretro recém-acordado depois de 128 anos, nada disseram. A imprensa, a serviço dos Donos do Brasil, desviaram as câmeras e hofotes e nada comentaram sobre o fato, poderia ser perigoso para a causa financista. Alguns Militares presentes e autoridades policiais preferiram ficar a distância, talvez o esconderijo do momento e a permanência no ostracismo cômodo fosse mais prudente do que tentar cumprimentar o Maior Soldado que o Brasil já teve.  E o Duque de Caxias, impávido, simples, sentou-se numa fileira qualquer do plenário, e começou a tomar consciência da votação histórica que ali se materializava. A princípio, a Grande Figura Nacional custou para acreditar que a maior Casa Judiciária do País poderia, numa votação de apenas 20 minutos, desmembrar uma parte do território nacional que demorou 320 anos para se consolidar. E o Duque de Caxias ficou perdido com a razão de se desmembrar o território: os índios precisavam de terra, era a tese a ser defendida. Ao mesmo tempo, o Duque de Caxias presenciou a advogada dos índios iniciar sua defesa em linguagem indígena, não entendendo por  que na Suprema Corte Nacional não se falava português. À medida que os trabalhos foram sendo desenvolvidos, o Grande Estandarte do nacionalismo e do patriotismo começava a dar sinais de desespero e angústia extremos. Num determinado momento, não se contendo na cadeira, o Duque de Caxias interrompeu à força a audiência, levantou-se indignado  e bradou, num grito ensurdecedor, que empalideceu a todos no plenário. Disse o Duque de Caxias:

“Meus compatriotas do Sec XXI. Vejo que vocês estão querendo retalhar e despedaçar  nossa Pátria, que muitos Homens deram a vida para manter unida e respeitada. Acentei como Cadete do Exército Brasileiro com 5 anos de idade; Jurei Fidelidade a Bandeira com 15 anos e fui promovido a Alferes com 18 anos. Vi brasileiros mortos na Cisplatina, tentei conciliar milhares de revoltosos que queriam a divisão do Brasil em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais; enfrentei brasileiros descontentes nas Farroupilhas, no Rio Grande do Sul por mais de 8 anos, agindo com denodo para pacificar a região e unir os interesses nacionais; coloquei minha vida em risco por mais de 6 anos em Peruíbe, Lomas Valentinas, Avaí, Tuiu Cué,  Itororó, Cerro Corá; vi mais de 1 milhão de corpos de combatentes deixados por caminhos entre o Brasil e o Paraguai, sendo comidos em campo aberto por abutres; fui Senador, Ministro da Guerra, Maçon, Chefe do Gabinete de Ministros e tentei conciliar interesses a priori inconciliáveis. E agora, vejo que em alguns minutos, mais de 500 anos de História podem ser desconsiderados em nome de um grupo de interesses extra-nacionais??”

Um breve silêncio no plenário após a manifestação.  Em seguida o voto do relator Ministro Carlos Ayres Brito, e o pedido de vistas pelo Ministro Carlos Alberto Menezes. Ao invés de se encerrar o pleito desonroso com a união de todos, índios, negros, brancos, todos de sangue brasileiro, optou-se pela continuidade das trevas constitucionais e jurídicas. Extremamente entristecido, o Grande e Insigne Duque de Caxias pediu para novamente ser levado ao Panteão no Rio de Janeiro e voltar ao seu sono eterno. De cabeça baixa, o Duque de Caxias compreendeu que talvez o sangue de milhares não seja suficiente para saciar a voracidade da ganância humana. O Nume Tutelar da Pátria, o Exemplo de Civismo e abnegação preferiu retornar a sua tumba suja e fria a ter que presenciar o desfecho dessa infâmia nacional. E assim foi novamente reconduzido ao seu altar mortífero, por simples soldados e taifeiros, tal como em 1880. Voltou a companhia de Deus e dos grandes Heróis nacionais.

Por fim, gostaríamos de apenas complementar a narrativa utópica - Pobre Duque de Caxias, com todo respeito que lhe foi, lhe é e lhe será sempre devido,  esqueceu-se que o verdadeiro inimigo do Brasil, há mais de 200 anos não foi Solano Lopez, ou Uribe, ou os revoltosos da Balaiada,  ou da Cisplatina, ou as mentiras políticas das Altas esferas da burguesia. A espada de Caxias, sempre altiva e resplandescente, não conseguiu cortar a cabeça demoníaca dos verdadeiros inimigos da Pátria, os Grandes Financistas Internacionais, que da City de Londres e da Wall Street em Nova York esmagam e escravizam o povo brasileiro, principalmente os honestos e mais pobres. Aqueles que têm coragem certamente seguirão o exemplo de Caxias. Perdoe-nos Duque, brasileiros do Sec XXI, pela covardia.